Quem sabe um pouco apressado, mas é o tempo necessário para desafogar as palavras da minha mente.
Bom, eu leio blogs. Estou em uma fase da minha vida em que, cada vez mais, vou diminuindo o ritmo e buscando pessoas que estejam andando nesse mesmo ritmo para fazer amizades.
A razão, ou melhor dizendo, as razões pelas quais eu quis criar um espaço para despejar as minhas ideias foram várias, não quero que o(a) leitor(a) se sinta obrigado a seguir qualquer coisa que eu faça ou diga. Ganhar dinheiro? Quero, não nego. Mas não estou aqui para vender nenhuma fórmula de como você deve viver a sua vida – ainda estou aprendendo a lidar com a minha -, nem cursos de qualquer coisa e tampouco estou em posição de tratá-los em seus conflitos pessoais em alguma espécie de terapia. Talvez eu mesma a necessite.
O fato é que me senti inspirada ao encontrar pessoas que produzem conteúdos escritos na internet que são verdadeiramente cativantes, ao mesmo tempo em que terminava a leitura de “A Vida Intelectual” de Sertillanges, onde ele dizia àqueles que têm uma vocação intelectual a importância de publicar a obra em que se trabalha. Acredito que esse blog não seja exatamente o que ele queria dizer, eu estou deixando público o início da minha “Jornada Intelectual”, e penso que o autor queria mesmo era aconselhar a publicarem trabalhos já para finalizar. Mas se eu não começar agora, quando?
Como disse antes, pode não parecer ser o momento por causa das circunstâncias, mãe de dois filhos pequenos, sozinha em um país estrangeiro. Logo, pensei: por que não? Eu sempre quis escrever, desde pequena. Há 11 anos faço um tipo de journaling com uma certa frequência – frequência bem baixa na verdade. Espero que tornar esse projeto público me obrigue a aumentar a frequência de escrita. O que escrever? Estou cansada do tema maternidade pela internet, amo meus filhos, amo ser mãe. Só acho que tem muitos outros temas que me interessam e que eu gostaria de poder compartilhar. E existem os assuntos que posso ainda descobrir interessantes. O que não significa que cada aspecto da minha vida – ser mãe, esposa, católica – não vá influenciar a minha escrita. Com certeza vai.
Eu também esperava (e espero) sinceramente poder encontrar pessoas inclinadas a um debate sadio. Você pode deixar comentários diferentes, concordando, discordando, não entendendo nada do que eu digo... E eu posso pensar a respeito de diferentes pontos de vista.
Não somos pessoas prontas, pessoalmente acredito que tampouco seremos no curto tempo que temos nessa terra, somente quero ter a alegria de compartilhar um pouco essa jornada com gente que também esteja disposta a melhorar constantemente.
Para finalizar, uma frase que me marcou esses dias:
“Todo santo tem um passado. Todo pecador tem um futuro.”
- Oscar Wilde.
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